Categoria Reflexões

porLucas Pavel

PEQUENA REFLEXÃO SOBRE O CARROCENTRISMO

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Como já levantamos outras vezes aqui, muitos são os recursos e, consequentemente, o espaço destinado aos carros na vida urbana pública de nossas cidades. Essa é uma realidade espalhada basicamente por todos os lugares do globo. Mas essa supremacia carrocêntrica fatalmente não se converte em efetividade. Isso porque 70% das pessoas andam a pé, ônibus ou até bike nas grandes cidades. Ou seja, gerar tanto espaço para carros é extremamente excludente. É dar a uma fatia pequena da população o filé mignon das nossas ruas.

Uma solução imediata é criar espaços maiores para os maiores usuários da rua, o que significa criar mais faixas exclusivas para ônibus, mais ciclovias, parques, aumentar calçadas. Esse é o caminho. Mas não só. Você precisa de infraestrutura e manutenção. E, principalmente, de um projeto sistemático que foque nesse setor da sociedade e atenda seus interesses com o olhar no longo prazo. Precisamos definir que ruas são do carro, do ônibus, do pedestre, do ciclista e se certificar que todos estão sendo incluídos de acordo com a importância que desempenham na sociedade. Precisamos melhorar a experiência do pedestre.

Como nos diz a ex-prefeita de Santiago (Chile), Carolina Tohá, nenhum meio de transporte por si só é a solução. O metrô, por exemplo, constantemente é citado como meio de transporte mais prático, por ser rápido e não ocupar espaço do trânsito. Mas eles são lentos e bem caros em sua construção. Nem todo dinheiro do mundo consegue fazer um metrô andar mais rápido do que precisa. E nem todas as áreas de uma cidade comportam o metrô. Sem contar que ele não atende diretamente a todos. As pessoas que moram no espaço entre as estações precisam pegar ônibus, bike, ou caminhar para completar a viagem, a chamada “última milha”. O ideal é que todos os meios de transporte trabalhem juntos e harmonicamente em prol da sociedade.

A redução do espaço do carro nas ruas sempre encontrará resistência por diversas partes, afinal a cultura do carro está enraizada em nossas mentes. Mas ela precisa ser urgentemente repensada.

Axé!

 

porLucas Pavel

CIDADE PARA TODOS

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Já no final dos anos 80, Charles Landry nos falava sobre a cidade criativa. Ora, esse conceito mais pra frente iria ser usado exaustivamente por vários políticos do mundo em sua busca ambiciosa por repaginar cidades inteiras. Basicamente, o conceito tem por fundamento pensar soluções viáveis para problemas urbanos tidos em outros momentos como intratáveis. É o caso de regiões inteiras em cidades como o Rio que eram vistas como empoeiradas e sem função. Exemplo prático: o novo Porto do Rio. Ou até o Porto Madero em Buenos Aires. Landry foi o idealizador do boom de “revitalizações” que se vê por aí hoje em dia. Ou seja, ele nos ajudou a repensar formas de planejar e organizar cidades.

Logo esse pensamento evoluiu para algo mais abrangente. Afinal, essa onda de restauros muitas vezes resultava de manobras políticas que em nada tinha a ver com o bem-estar da população. Landry começou a falar em uma cidade para todos, isto é, uma cidade inclusiva que se desenvolve por vários vetores. Uma cidade que não atende aos interesses de parcelas pequenas. E em todas essas equações, a bicicleta sempre figurava como elemento central. Exatamente por ela ser democrática, rápida, saudável e extremamente limpa.

A bicicleta ficou estampada no futuro de qualquer cidade que quisesse ser autônoma, moderna e que quisesse superar problemas atávicos de décadas. Em outras palavras, cidades para pessoas. Um exemplo de Cidade para todos é São Paulo, cuja Avenida Paulista acaba de completar 126 anos. E essa via é, por si só, um exemplo de inovação e de cidade pensada no fator humano.

Porém, como nos fala Phil Tinn, essa prerrogativa sempre esbarrou na predileção inegável das pessoas pelo carro. O carro é visto como elemento de status e independência. Algo a se almejar. Um bem quase do tamanho de uma casa. Mesmo em soluções mais positivas, menos poluentes, como é o caso do Uber Pool, é o carro que está lá solucionando nossos problemas. O ideal seria fazer uma transição para meios não-motorizados, mas essa opção fica de fato inviável quando falamos em transporte de massa. Nesse caso, apenas o transporte público dá conta e o mais usado deles sempre foi  o ônibus. Ou seja, a solução está no carro de novo.

Em pesquisas realizadas em diversas cidades sobre o porquê de continuar usando carro, muitas vezes a resposta era bem simples: o carro é uma ótima opção. Não há nenhum motivo para usar o transporte público. Isso nos faz pensar que para atingir a meta desejável dentro de uma lógica “para todos”, ou seja, fazer com que a população utilize o ônibus, esse ônibus precisa ser de altíssima qualidade. Você tem que de fato considerar o transporte público dada a sua superioridade técnica em relação ao carro. É nesse caminho que os políticos precisam pensar para de fato obter uma cidade para todos.

porLucas Pavel

É preciso educar

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Com o anúncio de novas legislações que podem passar a incidir sobre o ciclista, ficamos nos indagando: ora, isso não pode ser tão ruim se levarmos em consideração que não há legislação sobre coisas irrelevantes. Ou seja, como refletimos semana passada, se há alguém querendo determinar o que deve ser feito com os ciclistas, é porque eles passaram a ser uma entidade civil importante.

Mas legislação sem educação de nada adianta. Pouca gente se lembra, mas em 2013, durante o governo Haddad, foram lançadas campanhas televisivas pedindo respeito aos ciclistas. E se essas campanhas voltassem? Imaginem uma campanha veiculada na TV, antes da novela das nove? E se a população fosse lembrada, com mais frequência, que um ciclista a mais no trânsito significa menos carros, menos poluição e menos trânsito? Estamos carentes desse tipo de diálogo com a população. Se ele fosse acionado, ainda que timidamente, ajudaria bastante a desenvolver a mobilidade cicloviária no país.

E o mais interessante é que a campanha pró-bike cabe em qualquer palanque político. É uma causa que dialoga com todo mundo, porque todo mundo sai lucrando. Um projeto a favor das magrelas não exclui ninguém, é eficiente, ecológico e é um processo muito natural. Em tempos de polarizações acirradas, em que descompromissadas declarações podem acabar te colocando de um lado específico do espectro político, falar de bicicleta é ser neutro de fato. Porque no fim das contas, pedalar é um ato de liberdade e, portanto, universal.

Cada carro a menos diminui o trânsito e melhora o ar que você respira. Essa é uma plataforma educativa que atrai e atende qualquer cidadão. Mas não basta deixarmos na mão do estado. Temos que nos organizar e cobrar um Rio de Janeiro que entenda e apoie o ciclista como transporte urbano essencial, ecológico e seguro.

Axé!

porLucas Pavel

A Lei é clara, mas suas implicações não são

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A lei é clara, porém desconhecida (como sempre). O transporte não motorizado tem prioridade sobre o motorizado. E o motorizado público tem prioridade sobre o motorizado individual. Está na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei n. 12.587/12). E este fato foi recentemente levantado pelo Senado Federal para refrescar nossas esquecidas memórias. O princípio por trás dessa lei é fácil de se interpretar. Prevalece o transporte não motorizado porque ele é o mais frágil dentro do trânsito. O que nos faz pensar imediatamente que o pedestre vem muito antes nessa equação. Ele é o item zero que não está mencionado por ser (quase) muito óbvio. E o transporte público tem preferência por transportar mais gente. Ou seja, é mais útil para a população como um todo. E para a maioria dela.

Nesse raciocínio, portanto, a bicicleta figura em posição de privilégio, já que depende bastante de material humano para acontecer. A bicicleta é o ser humano no seu grau “motorizado” mais rudimentar. Mas tão frágil quanto qualquer pedestre. Isso está estampado em qualquer pergunta que tenhamos feito a ciclista que entrevistamos na rua em nossas andanças. O principal fator que impede as pessoas de usar a bike como transporte de fato é o medo de sofrer algum tipo de acidente.

Ora, esse medo é legítimo e nos diz muitas coisas. Nos diz que de nada adianta uma lei bonita e sensata e um rememoramento bem bolado pelo Senado se não existe estrutura para andar de bicicleta nas ruas das nossas cidades. A bicicleta tem vantagem, mas quando o ciclista de fato vai pisar na rua ele sente medo das vias com velocidades absurdas e sente falta de um espaço só seu. Os projetos estatais que focam na mobilidade urbana da bike são erráticos e mal planejados. Não enxergam o todo. Se alargar mais ruas e construir mais viadutos, como vem acontecendo, isso vai gerar mais carros ainda. E as pessoas ficam com cada vez menos vontade de pedalar. Precisamos de um plano ordenado e de legisladores menos hipócritas que de fato entendam do trânsito.

Algumas ideias têm sido ventiladas no sentido de instalar ciclovias em vias expressas como a Avenida Brasil ou outras. Isso é algo interessante a ser estudado, porém com bastante cuidado porque vias de alta velocidade têm grande vocação para causar acidentes fatais. Mas a ideia é de fato boa, especialmente porque dá acesso à população de baixa renda a um tipo de mobilidade menos convencional e poluente e bem mais inteligente.

porLucas Pavel

Ecos desafinados para o “futuro” do carro

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Muito se fala sobre o futuro do automóvel. A humanidade já entendeu, embora não seja unanimidade, que a queima de combustíveis fósseis é o fator que mais afeta o tão temido aquecimento global e todas as suas consequências indesejadas. Digo que não é unânime porque ainda é possível se ver alguns ecos e esforços tecnológicos que pretendem revitalizar o automóvel tal como os enxergamos hoje em dia. E esses movimentos, quaisquer um deles, representam um retrocesso ao nosso ver.

Um desses ecos é o carro autônomo, ou seja, aquele que se dirige sozinho. Não está muito claro, ao nosso ver, o que motiva uma pessoa a ter um carro que não vai dirigir. Se o motivo é a liberdade ou a oportunidade de fazer outras coisas enquanto se está no carro, me parece que essa é a maior das irresponsabilidades que se pode conceber. Ora, se tantos acidentes de automóvel já acontecem diariamente com a presença de motoristas, o que se pode esperar se eles não estiverem no seu controle primeiro? Além disso, testagens desse sistema até agora têm se mostrado bem fatais. E o principal problema se mantém intacto: a poluição continua existindo.

Um segundo eco que encontra muitos repetidores é o carro elétrico. Supostamente limpo, ele acaba sendo a “opção ecologicamente correta” para muitos defensores do carro. Só que o que poucos sabem é que os mesmos gases e poluentes são emitidos nas usinas onde a eletricidade é produzida e usada para carregar baterias. Esse caminho, além de ser poluente, não diminui em nada o caos do trânsito das grandes cidades.

É muito assustador ver tantos esforços e tanta criatividade sendo desperdiçados para promover o “futuro” do carro. O carro não precisa de um futuro. O futuro dele já é certo, mesmo que não se faça nada. O verdadeiro futuro do carro é a bicicleta. Precisamos injetar criatividade para gerar soluções para a viabilidade da bike nas cidades. Isso sim é um bom investimento mental. E muitos esforços estão sendo feitos nesse sentido, como a Secretaria Municipal de Conservação do Rio que já está estudando a expansão das ciclovias em Sepetiba e ampliação das faixas no Recreio. Também se estuda o aumento das ciclovias no Centro. Sem falar do Plano Diretor Cicloviário, que vai analisar a demanda por novas rotas. Esses sim são exemplos de tentativas para promover um futuro viável do ser humano no planeta que habitamos.

porLucas Pavel

DIA DAS CRIANÇAS

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Estamos bem acostumados a associar a bike à infância, afinal muitos brasileiros aprendem a pedalar ainda pequenos, na fase das famigeradas rodinhas. E embora a associação seja correta, ela não dá conta da totalidade dos casos. Afinal de contas, muitas pessoas aprendem a andar de bicicleta e passam a adotá-la como transporte na fase adulta de suas vidas. E isso tem acontecido cada vez mais, o que é muito positivo.

A verdade é que tanto adultos quanto crianças passam por algumas dificuldades ao enfrentar a cidade via magrela. No caso dos menores, como verificado em entrevista recente com pais de ciclistas mirins, a preocupação com infraestrutura e segurança é uma tecla muito batida. Se a existência de instalações cicloviárias seguras já é um fator primordial para adultos, no caso das crianças, a atenção fica redobrada porque qualquer descuido pode ter consequências muito indesejadas.

Para evitar esse tipo de percalço, a cadeirinha é um acessório muito importante. A bike com cadeirinha combina as vantagens de um carrinho de bebê e o “plus” de uma bicicleta, garantindo uma opção moderna e eficiente de mobilidade. Enquanto volta de um passeio, seja um mergulho no mar, um parque ou a casa de amigos, o neném pode dormir na cadeirinha e o ciclista terá tranqüilidade para voltar para casa. Além disso, é um acessório seguro, confiável e divertido.       

As vantagens de trazer para a criança o hábito de pedalar são incomensuráveis. Além do fator distração, afinal qualquer criança adora uma aventura de bicicleta, os pequenos aprendem muito com uma simples volta de bicicleta no bairro. Aprendem sobre os pontos importantes de sua localidade, monumentos, prédios históricos, praças etc. E também descobrem quem são as pessoas que moram no seu bairro, o que ajuda bastante a criança a sair do casulo e da zona de conforto propiciada pela casa.

A bicicleta é o primeiro grande momento de vivenciar a diferença. Além de ser interessante no sentido cívico da coisa, afinal os pequenos têm a chance de conhecer e respeitar as regras previstas para a organização do trânsito.

E talvez a cereja desse bolo seja o fato de que pedalar é um programa gratuito. Tudo relacionado a crianças é bem caro, especialmente no quesito lazer. Mas a bike é um contraponto interessante para esse consumismo associado ao mundo infantil.

Por isso, no Dia das Crianças, leve seus filhos, sobrinhos, irmãos, primos, netos etc para um parque próximo à sua casa e mostre para eles que pedalar vem sim desde pequeno.

 

porLucas Pavel

UM PLANO DE MOBILIDADE MAIS GLOBAL

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A cada dia que passa, mais e mais pessoas adotam a bike como meio de transporte e têm a oportunidade de transformar suas vidas. Na verdade, é uma pena que o Estado não esteja acompanhando de forma efetiva as mudanças necessárias para tornar o CICLISMO uma atividade segura. Não se pode perder a oportunidade de dar um salto no setor da mobilidade Esse tema é fundamental para sermos felizes e ainda mais se considerarmos que a Cidade Maravilhosa vai sediar o maior evento de mobilidade cicloviária em 2018.

O Rio ainda não conseguiu dar um salto no setor da mobilidade. Os últimos 20 anos não ajudaram a mobilidade carioca. E por isso ainda estamos com apenas 1% de uso da bicicleta no país enquanto 7% em média nos países da Europa, mesmo com o clima europeu nem sempre ajudando essa transição. Por isso temos um desafio grande: precisamos de ciclovias, de ciclofaixas  e de integração do uso da bicicleta com o trânsito da  cidade.

Essa nova infraestrutura cicloviária robusta que não existe deveria fazer certamente parte do próximo plano de mobilidade da cidade. Além disso, as pessoas percebido que não é apenas o trânsito que deve ser discutido, mas tudo que ele envolve. Talvez a maneira mais simples de combater o aquecimento global, por exemplo, seja escolhendo uma forma alternativa de locomoção, diminuindo pela metade o uso do automóvel, substituindo-o por uma bicicleta.

As pessoas perceberam que com isso podemos reduzir as emissões de carbono no mundo. As pessoas perceberam que isso tem um impacto claro na qualidade de vida do planeta e que só teremos uma boa cidade se cada um contribuir para a diminuição da produção de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. 

No livro do ex-vice-presidente americano Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente” inicialmente nós do Camelo não percebemos o que o título realmente queria dizer. Antes achávamos que o que era inconveniente era ficar defendendo a causa do meio ambiente. Nada disso: a verdade inconveniente tem a ver com o comportamento individual de cada um. Ninguém quer colocar o dedo na ferida e perceber que quem está superaquecendo o planeta somos todos nós.

Todos temos nossa parcela de culpa. O que nós percebemos agora é que no caso do tema da mobilidade, nós não podemos continuar a desperdiçar o nosso precioso tempo engarrafados no trânsito, nas filas, na espera pelo transporte. O uso da bicicleta como meio de transporte tem provado ser uma opção eficiente, saudável e barata. E tem mais: bicicletas são um transporte ativo não poluente, que é seguro, rápido e ecologicamente correto.

Andar de bike é um exercício gostoso, que se faz com prazer e que traz um benefício geral e democrático. No próximo engarrafamento que você enfrentar, considere a ideia de usar a bicicleta como meio de transporte urbano viável e possível e ajude o Camelo Urbano com ideias e sugestões.

porLucas Pavel

NÚMEROS PODEROSOS CONTRA O CARRO

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Os números são contundentes até pra quem não é muito afeito a estatísticas. Segundo pesquisa carioca, apenas cerca de 23% da população usa de fato carro para se locomover. A grande esmagadora maioria opta por transporte público, bicicleta ou ir a pé aos lugares. Esses dados fazem qualquer um pensar numa matemática simples: ora, se a minoria da população de fato se vale do carro, por que ele ocupa tanto espaço nas nossas ruas e tempo das nossas vidas? A resposta é simples: somos uma sociedade carrocêntrica.

A gente aprende a acreditar que ter carro é ter status, sucesso. Ou seja, andar de carro é sinônimo de ter se dado bem na vida. Só que se olharmos com calma, além de ser extremamente egoísta esse raciocínio, pois faz com que milhares de pessoas paguem pela sua escolha de ter um carro, ele é bem falso. Sucesso é ser saudável, não poluir o meio ambiente, curtir a sua cidade ou seu bairro mais de perto, e, ainda de quebra, gastar pouco. Esses sim são indicadores de que você está sendo um bom ser humano no planeta  onde habita. E para isso, a bicicleta é o melhor transporte.

Como se essas reflexões não bastassem, ter carro é bastante caro. Não só o preço isolado do carro, ou seja, o valor para sua aquisição, mas todos os gastos envolvidos (taxas, combustível, vistoria, manutenção etc). Na semana passada, chegou à nossa redação um link muito interessante de um site (https://autocustos.info/BR) que ajuda você a entender, numa escala anual, os gastos associados a se ter um automóvel. Fizemos nossos cálculos e ficamos assustados.

Dependendo do seu uso, em 2 anos você pode recuperar o valor do seu carro só em gastos. É um grande contrassenso econômico manter-se um carro. E agora, quais será sua atitude diante desses dados tão poderosos? Tem certeza que o carro é o melhor transporte para o ser humano? Apenas reflita.

 

porLucas Pavel

3 Falas Importantes no Dia Mundial Sem Carro

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Nesse Dia Mundial Sem Carro, comemorado no dia 22 de setembro, queremos trazer uma reflexão menos utópica, portanto mais realista sobre o tema mobilidade. Quando pensamos em “sem carro”, a primeira imagem que provavelmente nos acomete é a de um futuro romântico, meio Jetsons, um futuro onde a humanidade aboliu completamente o transporte automobilístico. Ora, essa imagem é muito bonita, e embora caiba para certas civilizações ou sociedades, como é o caso da Holanda ou da Dinamarca, dificilmente será unânime um dia. Isso por um motivo muito simples: a indústria dos combustíveis fósseis movimenta um volume violento de dinheiro todo ano. Ou seja, os barões do petróleo não vão largar esse osso tão rentável e vão continuar vendendo essa ideia marketeira de que ser bem-sucedido significa ter um carro.

Por isso, esse dia não é um momento de radicalismos bobos. Não vamos abolir os carros. Vamos pensar em alternativas a ele. As pessoas precisam redescobrir o prazer de usar outros meios de transporte. Tipo, uma conversa agradável com outro passageiro enquanto você está no seu ônibus, a liberdade de se andar de bicicleta, a atitude de se pegar um skate, a rapidez inegável do metrô, a conveniência (ecológica) de se dividir um Uber. Muitas são as falas massificadas que endeusam o carro. Mas quais são as falas que ressaltam outras formas de transporte? Hoje queremos propor essas falas. 

1. Partiu pedalar? 

Essa é uma diretiva, um comando necessário em nossa sociedade altamente poluente e sedentária. A bike é o meio de transporte que menos causa impactos na natureza. Chegou pra ficar. Como diria Fernando Pessoa se vivesse hoje: “pedalar é preciso, viver não é preciso”. Eu faria uma pequena correção: viver melhor é preciso. E a solução pra isso, para um futuro sustentável está, sem dúvida, na bicicleta. 

2. Compartilhar te leva mais longe 

O ser contemporâneo percorre muitos espaços, mas para isso também desperdiça muito tempo. Você quer chegar longe, mas só consegue ficar preso no trânsito mesmo. O que resulta em frustração e pouca qualidade de vida. Por isso, faz-se necessário compartilhar espaços, transportes, experiências. É muito mais democrático um espaço como o novo Centro do Rio – com suas faixas para VLT, ônibus, carro, bike, skate – além de muito mais agradável. Toda vez que você pega um Uber Pool, você não está só rachando despesas. Você está reduzindo o tempo de todo mundo no trânsito. E de quebra atenuando a pegada ecológica que os carros deixam no planeta. 

3. Quanto mais devagar, melhor 

Não é exatamente isso que o mundo espera de nós. Precisamos produzir o tempo todo. Só que nem sempre isso representa viver bem. Muitas pessoas já entenderam isso e vários são os movimentos que pipocam por aí tentando refrear esse frenesi do mundo moderno. Viver devagar não é um luxo. É viver com sabedoria. E devagar também no trânsito. Esse é um assunto bem polêmico. Alguns políticos não concordam que reduzir a velocidade no trânsito reduz o número de mortes causadas por ele. Mas muitos dados confirmam essa asserção e é um raciocínio empírico muito fácil de fazer. Quanto mais rápido, mais perigoso. O melhor, e mais seguro, é viver o ritmo natural que as coisas têm. Perguntas cruciais  a se fazer são: Qual é o motivo da sua pressa? E mais importante: essa pressa vale a pena? Quanto você lucra indo devagar? 

porLucas Pavel

Vamos pra rua?

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A Camelo Urbano está de luto! Mais uma ciclista morreu nas ruas da nossa cidade. Dessa vez foi Fernanda, 29 anos, que foi atingida, dia 27 do mês passado, quando andava pela Avenida Infante Dom Henrique, na Praia de Botafogo, Zona Sul do Rio. A morte de Fernanda reacende uma discussão recorrente sobre o trânsito de bicicletas.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a população como um todo continuam tratando a bicicleta como carro sempre que não há ciclovia. É a velha mania cultural de culpabilizar a vítima sempre. Se as pessoas são atropeladas em pistas de carros, a culpa não é de quem é atropelado, ou seja, de quem sofre a ação, mas de quem atropela.

O CTB é bem claro quanto a isso em seu artigo 29 ao dizer que os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, assim como os veículos motorizados são responsáveis pelos não-motorizados, e todos com veículos responsáveis pelo pedestre. Quem não adoraria poder ter a opção de ir trabalhar de bicicleta no centro, apoio da prefeitura no trânsito, locais para estacionar.

No mundo tudo crescem os espaços para o ciclismo, as ciclofaixas, ciclovias. O ciclismo já é uma realidade e uma alternativa. É impossível não enchegar que as mudanças já chegaram e estão reclamando espaço em cada ciclista que se lança nas ruas. Lógico que o ideal é sempre andar pela ciclovia, mas nem sempre elas estão disponíveis no trecho que você precisa ou simplesmente são muito remotas ou até inseguras de se pedalar.

Ou seja, por vários motivos, várias vezes somos obrigados a nos “jogar” no trânsito, nessa selva de aço que são as ruas da cidade (e do país) e nesse cenário infestado de pouca empatia. As pessoas só querem saber de chegar logo no trabalho e essa parece ser uma preocupação exponencialmente maior do que o bem-estar do outro.

 

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