Arquivo mensal novembro 2017

porLucas Pavel

MITOS E VERDADES QUE CERCAM A BICICLETA ELÉTRICA

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Hoje vamos falar dela, uma bicicleta um tanto quanto polêmica. O objetivo desse texto é esclarecer alguns pontos e combater alguns preconceitos que cercam as famigeradas bicicletas elétricas.

Muitos dizem que é bicicleta de sedentário, que não é bicicleta de verdade, que elas não são tão limpas para o meio ambiente assim… Bom, algumas dessas afirmações são verdadeiras, mas é sempre bom permitir um novo olhar.

Fato que a bicicleta elétrica exige menos esforço. Ela se parece, grosso modo, com uma moto. Mas, para muitas pessoas, ela é a única forma de manter aquele gostinho de pedalar que só uma bike pode te dar. Pense em pessoas idosas que outrora faziam mountain-biking e agora não podem mais. Pense em pessoas que se acidentaram e precisam fazer menos esforço. Esse é um grande público das bicicletas elétricas. E essas pessoas todas merecem nosso respeito sim.

Mas não só. Muitos adolescentes usam a bike elétrica para ir pra escola, o que é bastante prático e libera os pais dessa obrigação. O público da elétrica é bem grande e só aumenta. É o que se observa nas feiras de bicicleta da Europa. As vendas só crescem. Crescem bem mais que a venda das convencionais.

Pensando no âmbito da cidade, é interessante pensar em sistemas de compartilhamento que contenham tanto bicicletas convencionais como elétricas. Se você vai percorrer um trecho acidentado ou se sua cidade é famosa por terreno irregular, talvez a versão elétrica seja melhor mesmo. Ou até se você hoje precisa chegar mais rápido no trabalho, é legal ter essa opção.

Aqueles que levantam a questão ambiental têm sua razão. As baterias são feitas de forma perigosa e para elas não existe reciclagem ou descarte ecologicamente correto. Ou seja, aquele detrito tóxico acaba sendo alojado indevidamente na natureza. Além do mais, as baterias descarregam rápido, o que é um belo contratempo. E são pesadas, um tanto desajeitadas. Não foram feitas para ficar pedalando por aí. Ou seja, quando a bateria acaba, é bem puxado sair pedalando por aí com aquele elefante branco.

Existem bicicletas elétricas no entanto, que tem outra concepção: o sistema de tração compartilhada. A utilização da energia elétrica é compartilhada com a pedalada o que permite que a vida útil da bateria seja maior. Este tipo de bike também gera o lixo das baterias mas tem uma concepção mais moderna e menos passiva.

O cilcista usa o motor elétrico apenas nos momentos mais necessários e ainda faz exercício pedalando para valer.

A bike convencional ainda é o melhor meio de transporte, mas a bike elétrica também pode ser incorporada sem traumas. Basta que se façam campanhas de educação no trânsito, nas calçadas, estabelecendo regras de conduta e bom senso para toda a população. Este é o ponto: educação.

Com educação as pessoas tomam consciência dos fatos e a partir daí as coisas melhoram numa escala sem volta e positiva.

Também tem a questão da imperceptibilidade. Elas são muito silenciosas, mais do que as convencionais, e também mais velozes, o que pode acabar ocasionando acidentes nas vias se não houver sinalização adequada.

Essa fala nos leva a um ponto importante, a legislação. O ideal é que cada cidade tenha a sua. Aliás, é isso que diz a lei da bicicleta elétrica. Ou seja, que cada município tem que decidir o que funciona em sua área. Mas na prática isso gera alguns conflitos. No Rio, Eduardo Paes decretou em 2012 que as bicicletas elétricas devem ser tratadas como bicicletas comuns, liberando seu acesso nas ciclovias, ciclofaixas e nas vias públicas. Porém o Conselho Nacional de Trânsito (COTRAN) lê a bicicleta elétrica como veículo ciclomotor e que seu uso deve acontecer mediante habilitação. Isso já gerou algumas rixas judiciárias, o que mostra que no Brasil ainda precisamos pensar melhor sobre o tema.

porLucas Pavel

É preciso educar

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Com o anúncio de novas legislações que podem passar a incidir sobre o ciclista, ficamos nos indagando: ora, isso não pode ser tão ruim se levarmos em consideração que não há legislação sobre coisas irrelevantes. Ou seja, como refletimos semana passada, se há alguém querendo determinar o que deve ser feito com os ciclistas, é porque eles passaram a ser uma entidade civil importante.

Mas legislação sem educação de nada adianta. Pouca gente se lembra, mas em 2013, durante o governo Haddad, foram lançadas campanhas televisivas pedindo respeito aos ciclistas. E se essas campanhas voltassem? Imaginem uma campanha veiculada na TV, antes da novela das nove? E se a população fosse lembrada, com mais frequência, que um ciclista a mais no trânsito significa menos carros, menos poluição e menos trânsito? Estamos carentes desse tipo de diálogo com a população. Se ele fosse acionado, ainda que timidamente, ajudaria bastante a desenvolver a mobilidade cicloviária no país.

E o mais interessante é que a campanha pró-bike cabe em qualquer palanque político. É uma causa que dialoga com todo mundo, porque todo mundo sai lucrando. Um projeto a favor das magrelas não exclui ninguém, é eficiente, ecológico e é um processo muito natural. Em tempos de polarizações acirradas, em que descompromissadas declarações podem acabar te colocando de um lado específico do espectro político, falar de bicicleta é ser neutro de fato. Porque no fim das contas, pedalar é um ato de liberdade e, portanto, universal.

Cada carro a menos diminui o trânsito e melhora o ar que você respira. Essa é uma plataforma educativa que atrai e atende qualquer cidadão. Mas não basta deixarmos na mão do estado. Temos que nos organizar e cobrar um Rio de Janeiro que entenda e apoie o ciclista como transporte urbano essencial, ecológico e seguro.

Axé!

porLucas Pavel

CICLISTAS PODERÃO SER MULTADOS

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O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou na sexta-feira, 27, resolução regulamentando a aplicação de multas a ciclistas e pedestres que desrespeitarem as leis de trânsito em todo o País. Essa medida já estava prevista há algum tempo, mas foi ressuscitada agora e deve entrar em vigor em 180 dias. Quem atravessar ou pedalar fora da faixa deverá desembolsar por volta de R$44,00, o que corresponde a metade de uma multa leve aplicada a carros.

A decisão andou dividindo a galera. Por um lado, fazer uma lei que envolva ciclistas de alguma forma é legitimá-los como membros ativos do trânsito. É reconhecer que eles importam. Talvez, há alguns anos, fazer uma lei como essa fosse totalmente desnecessária. Afinal, a expressividade dos amantes da magrela era pífia. Mas agora o jogo mudou.

Por outro lado, essa é uma manobra perigosa. Culpabilizar os elos mais fracos do trânsito (pedestres e ciclistas) parece sempre meio injusto. A pujância dos carros é inegável e dificilmente um acidente acontecerá de fato por causa de um transeunte ou de um ciclista. Isso sem considerar que não existe uma estrutura eficiente para dar ampla mobilidade para ciclistas na maioria das grandes cidades brasileiras. Ou seja, além de punir o elemento mais frágil, você não dá subsídios nem instrução para que ele circule no trânsito com segurança.

Concordamos que pedalar imprudentemente é condenável. Especialmente para os pedestres ao redor do ciclista. E sim, uma atitude perigosa continuada pode acabar gerando acidentes maiores e até fatais. Ninguém pode se lançar no trânsito sem pensar no outro. Não somos contra a regulamentação. Regulamentar é totalmente apropriado. Mas punir só é justo se todos os elementos envolvidos estiverem equiparados, ou seja, se partirem do mesmo ponto em termos de condições de mobilidade no trânsito.

Essas regras devem ser pensadas olhando o futuro, e não o passado. A experiência internacional mostra que deveríamos considerar antes de tudo investir em engenharia de trânsito para traçar novas ciclovias, ciclofaixas,  ciclofaixas reversíveis, enfim: todo um aparato para tornar a atividade do ciclismo numa nova e segura forma de transporte urbano, mais rápida, não poluente, com irrefutáveis benefícios à saúde, prática e divertida.

E você, o que acha dessa polêmica?

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