Arquivo mensal abril 2016

porLucas Pavel

A ciclovia estava só encaixada

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Na contramão dos pedidos para análise do trecho que caiu da Ciclovia Tim Maia, focando em um estudo particular, acaba de sair um estudo feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

A conclusão é que o trecho caiu com a onda porque ele não estava preso aos pilares, apenas encaixado. Dois homens caíram no mar revolto e acabaram morrendo.

O MP-RJ, após vistoriar a ciclovia, aponta também a existência de um pilar com rachaduras. A obra teve início em 17 de janeiro de 2016 e está orçada de 45 milhões.

O documento produzido pelo promotor Vinicius Leal aponta a falha, porém falta descobrir se foi erro na concepção do projeto ou na sua execução

O inquérito civil investiga suspeita de improbidade administrativa na contratação do consórcio Concremat-Concrejato, que executou a obra, pela Geo-Rio (ligada à prefeitura).

porLucas Pavel

Um passo n’água

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Como disse Boechat sobre a tragédia da Ciclovia Tim Maia, é muito fácil mugir quando a vaca já foi pro brejo. E o que mais se vê com a queda da ponte é mugido fora de lugar. Mas um certo barulho precisa ser feito sim, até para que desacertos como esse que aconteceu em São Conrado sejam evitados.

Para a além de falar sobre a construção da ponte em si, que desde sempre foi taxada como muito fina, íngreme, muito próxima ao mar, vale também ressaltar sua validade e sustentabilidade como ciclovia.

Ora, em relação à estrutura da construção, uma rápida olhada em modelos gringos nos faz ver que a obra brasileira tinha vários furos a serem evitados. Um exemplo claro é a Nesciobrug, ponte estaiada para ciclistas construída em Amsterdam, que contamos a história aqui. Sua base é bem mais encorpada que a ponte Tim Maia e o fato de ser estaiada garante um maior equilíbrio para a passagem das magrelas.

No entanto, a mais importante discussão aqui nem está ligada à estrutura mal pensada da ponte, mas como sua existência como ciclovia se mostra não só descabida como totalmente desnecessária. O controverso prefeito Haddad, diante de seu projeto cicloviário tido como megalomaníaco por muitos, encontrou uma solução rápida e indolor para a questão em São Paulo. Ele “apenas” pintou uma faixa vermelha (atitude que fez com que ele ficasse conhecido como prefeito Suvinil) junto às estradas e decretou a redução da velocidade dos carros que passem junto às magrelas.

Essa teria sido uma solução bem menos cara e dramática, se implantada na Avenida Niemeyer. Ninguém teria perdido a bela vista do mar contra a montanha e a segurança ainda estaria garantida. Algumas latas de tinta e a firmeza da rua garantiriam resultados melhores. O problema nesse caso e em muitos no Brasil é querer dar um passo maior que a perna. Primeiro, você cria uma cultura de uso de bikes, ensina a usar, pinta ciclofaixas pelas cidade, percorre a cidade toda com o projeto, coisa que está bem avançada em São Paulo.

No Rio, as ciclovias continuam sendo turísticas, ligando as pessoas ao mar, nunca ou quase nunca ao trabalho. Até que a Tim Maia foi idealizada, talvez a primeira que permitiria trabalhadores da Barra se locomoveram para a Zona Sul, mas aí a obra é, ela sim, megalomaníaca, em bases e moldes que nem países tarimbados no assunto já fizeram, como a própria Holanda.

porLucas Pavel

Duas zebras no Copenhagenize

dink end coofQuem curte uma magrela deve conhecer bem o Copenhagenize, organização que incentiva o uso da bike como transporte diário no mundo. Eles são responsáveis pela criação da Copenhagenize Index of Bicycle Friendly Cities, ranking internacional que aponta as melhores cidades do mundo para andar de bicicleta.

O levantamento verificou 122 cidades do mundo em 13 categorias, incluindo segurança, infraestrutura, planejamento urbano e programas de compartilhamento.

Os resultados de 2015 (lançados no meio do ano passado) trouxeram duas zebras, uma europeia e uma brasileira. Amsterdam, conhecida como a capital das bikes, pela primeira vez saiu do primeiro lugar da lista, perdendo para Copenhagen. De acordo com os organizadores, isso se deve ao fato de o governo holandês ter se acomodado e investido apenas em manutenção, ao passo que o dinamarquês tenha de fato investido em mudanças importantes para os ciclistas.

Outra zebra foi o Rio de Janeiro, que esteve em #18 em 2011 a subiu em 2013 e agora desapareceu totalmente. Nenhuma cidade brasileira está na lista. Alguém tem alguma ideia do motivo do desaparecimento do Rio dessa lista?

porLucas Pavel

A demanda reside na oferta

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Projeto do bicicletário na Praça XV

É bastante comum que manobras políticas sejam interpretadas como marqueteiras. Sempre é possível ler um populismo, uma demagogia, uma subjetividade em cada gesto. Especialmente se as mudanças propostas tiverem um quê de inovador ou inusitado.

Um exemplo claro são os constantes ataques feitos às obras de extensão das ciclovias realizadas por Haddad. Muitos não entendem as motivações do prefeito, cobram estudos técnicos que justifiquem seu plano de chegar a 1,7 mil km de ciclovia até 2030. Os críticos de Haddad vivem se perguntando: qual é a real demanda?

A demanda, como explica o prefeito perfeitamente, reside na oferta. As pessoas só vão andar de bike se houver um local para tal. Nenhum estudo mirabolante será feito para explicar que é interessante aumentar a malha cicloviária, simplesmente porque essa necessidade é autoexplicativa.

Numa sociedade ideal, ciclistas, pedestres e motoristas dividem o mesmo espaço harmonicamente, talvez num delírio meio indiano. Mas como não é possível viver delírios, nem agir em cima deles, o ideal é que cada cidade tenha uma extensão viária parecida com sua extensão cicloviária. Assim, são oferecidas oportunidades parecidas para todo tipo de cidadão. Se o Estado não oferece oportunidades para o ciclista, ele simplesmente está negando e dificultando que ele possa existir.

porLucas Pavel

Muito mais entre a serra & o mar

veja RioPedalar é apaixonante. Muitas pessoas descobrem desde cedo e outros mais tardiamente contam com a ajuda de alguns benfeitores, por assim dizer. Quem não lembra da primeira bicicleta, da emoção de se livrar das rodinhas e de repente, de uma hora para a outra, ver o movimento trazer o equilíbrio e finalmente dirigir, pedalar, frear? Conduzir uma bike é sempre uma experiência divertida e saudável. Aqui no Rio de Janeiro agora temos a incrível ciclovia da Niemeyer: entre a serra e o mar.

Não faltam opções de novas rotas urbanas. Estamos curtindo os investimentos realizados, acreditamos que com um pouquinho mais de planejamento e infraestrutura e menos megalomania, o projeto cicloviário brasileiro vai dar certo. No caso do Rio de Janeiro e do Brasil falta mesmo é uma legislação como acontece na Holanda. Lá, os ciclistas têm a preferência sobre os carros. O que ainda acontece aqui, e em outras grandes cidades, é que os motoristas acabam tendo a preferência sobre as bicicletas. Infraestruturas são importantes, mas às vezes o mais importante é a criação de uma legislação moderna e adequada às necessidades de mobilidade que a bicicleta impõe aos administradores das nossas cidades.

A justiça brasileira muitas vezes condena o ciclista, que acaba recebendo a culpa pelo ocorrido. Quando na verdade a culpa, a princípio, deveria ser sempre do motorista que deveria ter uma maior condição de previsibilidade. Se houvesse uma legislação mais favorável, cada vez mais pessoas conseguiriam vencer o medo e não precisariam ter que ficar pedindo mais segurança para praticar o ciclismo, sabendo que será respeitado na sua condição de ciclista.

Desta forma, o transito caótico das grandes cidades iria se adequando à presença das bicicletas e todos lucrariam.

porLucas Pavel

Deu zika no transporte público

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O trânsito do Rio está muito lento a cada dia se torna mais caótico. A falência do transporte público já vem mostrando sintomas há algum tempo, mas o maior moribundo é seu usuário. O carioca reclama do ônibus (falta de climatização, desaparecimento de linhas), o paulistano reclama do metrô (dificuldade de recarregar o bilhete único). E na interseção desses chiados necessários, está ela, sempre ela, a Tríade que aflige qualquer pessoa que dependa de transporte coletivo. Lentidão, Desconforto e Superlotação.

Não tem pra onde fugir, você sempre esbarra em um desses problemas.  A alternativa para isso também já vem zikada.

Apesar de cada vez mais pessoas adotarem a bike como meio de transporte, andar de bike parece ser um suplício no Brasil. Primeiro, a eterna questão: ciclovia ou ciclofaixa? A primeira expõe o ciclista ao risco dos perigosos transportes movidos a petróleo. A segunda toma espaço do pedestre e gera uma tensão e o medo de atropelamento. Não se pode esquecer da questão cultural. O brasileiro não está muito acostumado a dividir espaço. Tudo se torna uma guerra a céu aberto, até pequenas questões que poderiam ser resolvidas com simples conversa ou pequenas doses de paciência.  Resolvida essa equação, esbarramos na própria infraestrutura e no pensamento por trás da construção das vias para ciclistas.

Não se pode construir ciclo-qualquer-coisa apenas pensando em lazer. Circular pela orla de bike produz efeitos visuais e para saúde incomensuráveis. No entanto, temos que pensar em vias mais orgânicas que se espalhem por toda cidade. Ciclovias que te possam levar ao trabalho, ao médico. Esse mecanismo desafoga o tão adoentado transporte público.  Ciclovias como a da Niemeyer, ligando Zona Sul a Barra no Rio, revelam uma total falta de pensamento mais refletido. A via não comporta passagem de pedestres e ciclistas simultaneamente.

Diversos já são os casos de atropelamento, o que assusta, por ser uma via recém-construída. Também assaltos já foram relatados no local, o que aponta para a ausência da construção de cabines policiais no local. Fica-se a ponderar: o que governou o pensamento de quem a construiu?

Uma real escuta às necessidades de mobilidade urbana ou puro marqueteirismo?

Uma alternativa doente para um sistema doente de transporte, esses são os males do Brasil…

porLucas Pavel

procuram-se multiplicadores de anjos

 

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É comum ouvir por aí que a gente nunca esquece como andar de bike. É bem real e bem legal de ouvir quando você já sabe andar. Mas para quem nunca aprendeu quando era criança, essa frase pode ser até ameaçadora.

A verdade é que às vezes não dá pra contar com esse aprendizado da época de moleque. Andar de bike já deixou há muito de ser um lazer que se aprende pequeno e ver a magrela como transporte já é uma realidade.

Então como ficam as pessoas que nunca aprenderam mas precisam usar o transporte, especialmente em cidades abarrotadas de carro como São Paulo? Contar com amigos, conhecidos ou parentes é super bonito e certamente aprender com quem se gosta é muito mais memorável. Mas não dá para esperar que isso aconteça, nem é nada prático. Falta um serviço mais formal para essa galera. Um direcionamento, até mesmo uma educação nesse sentido.

Iniciativas como a do Bike Anjo, cooperativa que ajuda as pessoas a aprenderem a andar de bike e a traçar rotas mais inteligentes dentro das cidades onde moram, são louváveis e deveriam ser multiplicadas cada vez mais. Mas a pergunta que fica no ar é: diante da veemência dos transportes alternativos nas grandes cidades, educar as pessoas sobre como andar de bicicleta, por exemplo, já não deveria ser uma medida dos governos? A emergência de organismos como Bike Anjo, Camelo Urbano, Transporte Ativo, Ciclo Cidade etc, tentando tapar lacunas deixadas por eles, apenas comprovam que essas iniciativas precisam ser endossadas já.

Alguém que se propõe a ajudar adultos a andar de bike e a desafogar o trânsito caótico das cidades, no mínimo deveria receber a devida atenção e um olhar mais atencioso por parte dos governantes. É um interesse coletivo muito urgente e que certamente merece ser multiplicado

porLucas Pavel

Gazella city zen– A bicicleta do futuro

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O mercado de ciclismo urbano está em franca expansão. Constamente vemos lançamentos de produtos inovadores que buscam melhorar a experiência de se pedalar pela cidade, com mais segurança e eficiência. Nesse contexto, surgiu a Gazella City Zen. Que é, literalmente, uma bicicleta esportiva.

Apesar de ser uma bicicleta elétrica, a primeira vista não identificamos em sua estrutura componentes como a bateria e motor, por exemplo. Isto porque, seu quadro esportivo foi desenvolvido para comportar internamente estes itens.

A Gazella City Zen ainda não está a venda por aqui, infelizmente. O video de lançamento na Europa com todos os detalhes está em Gazelle CityZen

Bikes como essa nos dão cada vez mais certeza que a bicicleta é o futuro. Ela se revoluciona e irá revolucionar nossas vidas.

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