Arquivo mensal novembro 2014

porLucas Pavel

Camelo Urbano Notícias: Primeira Bike Antifurto

bike_antifurtoDe acordo com o Disque-Denúncia, foram registradas 236 queixas de crimes envolvendo bicicletas no Rio de Janeiro entre 2013 e setembro de 2014. Os números incluem roubos, furtos e gangues que usam bikes pra praticar assalto. Os bairros mais atingidos são Tijuca, Vila Isabel, Méier e Copacabana. A grande verdade é que o ciclista fica muito vulnerável em casos de roubo e os dispositivos para prevenir o furto são em geral ineficazes.

Pensando nisso, três estudantes chilenos de engenharia criaram a Yerka Bike, primeira bicicleta a prova de furto. Ela tem peças destacáveis e funciona como um cadeado. Para roubar uma bike assim, basicamente você precisa quebrá-la, reduzindo bastante o apelo ao crime.

Veja o vídeo para entender como ela funciona: https://www.youtube.com/watch?v=1pWYu8t5o4o

A Yerka deve começar a ser vendida em 2015, custando entre 400 a 1000 dólares.

porLucas Pavel

Camelo Urbano Reflexões: Pedalar é preciso

pedalar-e-preciso1John Lennon certa vez disse que quando ele era criança, seu sonho era ter uma bicicleta. Ele relata que quando finalmente conseguiu, sentiu-se o garoto mais feliz de Liverpool. Enquanto as outras crianças deixavam suas bicicletas no quintal à noite, ele trazia-a pra dentro de casa, às vezes até pra cama.

Esse é o tipo de descoberta que, embora surpreendente, num instante de reflexão já nos causa compreensão absurda. Ora, que criança não viveu esse momento, ou seja, a conquista da primeira bicicleta? Num mundo de prazeres apressados, vícios compráveis em appstores, ganhar sua primeira bike é um hobby rebuscado e, por isso mesmo, único. Você não ganha simplesmente a bicicleta, você precisa aprender a andar com ela. É uma conquista. E é nesse momento que aparece a famigerada frase: “uma vez que você aprende a andar de bicicleta, você nunca esquece”. Em outras palavras, é um ganho que fica pra vida, ao mesmo tempo um valor e um ritual. Tenho trocentos amigos que, já beirando os 30, falam ressentidos com cara de moleque não saberem andar de bicicleta. Sim, isso deixa uma lacuna na sua infância.

Muitos começam nas rodinhas, que nada mais são que muletas. O que é super ok, afinal de contas, quando você é criança tudo é meio muleta. Mesmo os pais mais liberais sempre mantém aquele laço de zelo. Só que a escola chega e você percebe que o mundo não é o quintal da sua casa. A escola traz o diferente, o desafio, o antagonismo. A escola traz o outro. Só que o outro é incômodo. Até então você achava que estava bem sendo você mesmo. Claro. Ninguém desafiava sua identidade. A gente percebe desde cedo que é preciso conseguir equilibrar as forças externas e internas a nós para conseguir viver em paz.

Você sai com ela, seu primeiro meio de transporte autêntico. Alguém te segura pelo banco. Você cai, levanta, cai de novo. O exercício se repete inúmeras vezes. Você pensa em desistir. Talvez não seja sua praia. Mas você continua. Se sente desafiado por ninguém específico. Até que o momento nasce. O empurrão certo acontece, só que dessa vez você não comeu terra. Dessa vez você seguiu adiante. Você não acredita no que está acontecendo, você vibra e até solta os braços timidamente do guidão. É verdade, pode se beliscar, você está andando de bicicleta pela primeira vez na sua vida.

pedalar-e-preciso2A descrição acima é de andar de bicicleta, mas poderia ser perfeitamente de andar na vida. As quedas, a poeira, o machucado, o medo, o erguer-se de novo. Quantos não foram os escritores, filósofos, cientistas que compararam o pedalar à existência humana? Pra citar mais um gênio do nosso tempo, Einstein uma vez disse que “viver é como andar de bicicleta: pra manter o equilíbrio, você precisa continuar se mexendo”. Andar de bicicleta nada mais é do que a conquista do equilíbrio. As forças todas estão aí, à deriva, mas você não pode parar. Seu corpo é seu próprio motor. Você só descobre a força que tem quando usa todas as suas marchas. Você é meio e ao mesmo tempo agente. Eles tinham razão: você nunca mais vai esquecer. Experimenta pegar uma bicicleta 15 anos depois. O que acontece? Você ainda sabe andar. Ora, você por acaso conhece alguém que esqueceu como faz para viver? Bom, os que esqueceram já morreram de qualquer forma.

Lennon levava sua bicicleta pra cama. Tinha medo de perdê-la. Einstein botava-a pra correr pelo mundo. Tinha medo de perder-se. Um foi artista, outro cientista. Um idealizou o mundo, o outro o relativizou. Lennon mudou a forma que o mundo enxergava o amor. Einstein mudou a forma como o mundo enxergava a energia. Em outras palavras, esses dois gênios incontestáveis mudaram o próprio conceito de vida.

Dois ciclistas, físicos ou abstratos. Duas vidas que nos ensinaram que, independente do seu estilo, pedalar é preciso.

porLucas Pavel

Camelo Urbano Notícias: Noite Estrelada para Ciclistas

Noite Estrelada para Ciclistasnoite-estrelada-para-ciclistas2A Holanda mais uma vez saiu na frente. Dessa vez, saiu no escuro também.

Inspirada na obra Noite Estrelada, do pintor pós-impressionista holandês Vincent Van Gogh, foi inaugurada nos Países Baixos uma ciclovia que brilha no escuro.

O objetivo é aumentar o uso de bicicleta em jornadas para o trabalho. Mais da metade das viagens para o trabalho já são feitas via bike na terra de Van Gogh. O governo holandês quer alavancar a utilização de bicicletas em 20% nos próximos 20 anos.

A ciclovia cintilante acaba por facilitar também trajetos de volta do trabalho à noite.

O designer responsável pelo projeto, Daan Roosegaarde, fala com bom humor que a criatividade é um traço comum do cidadão holandês. Afinal de contas, viver no nível do mar e não afundar requer bastante jogo de cintura.

porLucas Pavel

Camelo Urbano Notícias: Fundão vai ganhar sistema de bicicletas compartilhadas

fundao_postO campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro ganhará 29 estações do sistema de compartilhamento Bike Rio.  Ao todo serão disponibilizadas 400 bicicletas para moradores, estudantes, trabalhadores e visitantes da Ilha do Fundão.

O sistema será instaurado com verba do Fundo Verde, parceria da UFRJ com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, isentando a faculdade do pagamento de ICMS. Com isso, recursos podem ser investidos em projetos sustentáveis para a Cidade Universitária.

O projeto também inclui a expansão de uma ciclovia e a instalação de bicicletários. Quem tiver registro de funcionário ou estudante poderá usar o sistema gratuitamente.

porLucas Pavel

Camelo Urbano Reflexões: Pedágio às avessas

pedagio-as-avessas-320_172Se Maomé não vai à montanha, a bicicleta vai à Maomé. O prefeito de Lillestrøm, Noruega, demonstrou muita iniciativa para estimular o uso de bicicletas em sua cidade. Cada morador que fosse visto andando de bike em determinadas vias da região ganhavam o equivalente a 35 reais!

A medida, conhecida como “pedágio inverso”, tem como foco diminuir os níveis de poluição no país causados pelo uso exagerado do nosso conhecido vilão, o carro. O gasto para combater a poluição acaba sendo maior do que a grana dispensada para liberar a “mesada”.

No Brasil, se essa determinação vingasse, ia ter muito marmanjo pegando a bicicleta do filho pra descolar uma graninha extra…

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