Vote de bike

 

Neste domingo muitos brasileiros sairão de suas casas para escolher o seu novo prefeito. Em pesquisa recente publicada pelo Ibope, a população paulistana mudou bastante sua recepção em relação à bicicleta.

De 2007 para cá, a rejeição a andar de bicicleta caiu bastante. Era de 34% antes, agora é de 13%. Certamente, o que ocasionou essa mudança foram as políticas da administração atual que aumentaram a malha cicloviária na cidade.

É um pouco como o uso do cinto de segurança. Ele foi pouco popular entre os brasileiros, hoje em dia a adesão é natural. É uma mudança que se opera no nível microscópico da sociedade e vai se cristalizando aos poucos.

No caminho dessa cristalização, o tema da bicicleta virou moeda para conquista de eleitores nessas eleições municipais. Haddad instituiu mudanças na cidade, mas agora eles estão na boca de todos os aspiras a prefeito de São Paulo. Com devidas discordâncias ligeiras sobre o tema, a bicicleta sempre está lá nas falas deles.

Esse protagonismo da bicicleta tem que estar presente também no eleitorado. Eleitores engajados na causa (ou não), votantes na Igreja ou não, no esquerda ou direita, tanto faz… A camisa da bicicleta perpassa todos esses indivíduos, é um direito humano, uma vivência urbana indispensável.