Tudo é como deveria ser

Bolsonaro é o presidente eleito do Brasil.  Agora é respeitar a decisão da maioria, garantir direitos das minorias, desejar boa sorte ao próximo governo e avaliar suas propostas para a mobilidade. Bom, primeiro não há essa sensação de estarmos todos “juntos”. O país enfrenta uma de suas maiores polarizações e a eleição de Bolsonaro não ajudou a resolver isso. Segundo que na política, o brasileiro é um ótimo futebolista. Ele torce, fica com raiva, celebra, joga a mão pro ar, compra camisa da seleção como se tudo no país se resumisse ao Campeonato Brasileiro. Em tempos de carência de bons ídolos advindos do gramado, como foi outrora com tantos (Pelé, Zico, Garrincha, Ronaldinho), escolhemos um jogador presidenciável para amar e detestar com a mesma intensidade. O resultado só poderia ser fatal!

Bom, para não correr o risco de soar negativos (como alguns gostam de dizer), vamos nos ater a uma fala do Bolsonaro que nos deu alguma pouca esperança – ele disse que dará mais autonomia para as prefeituras. Isso parece ser mesmo bom. É nas prefeituras que a mágica da mobilidade urbana acontece. É no nível municipal que conseguimos alterar a dinâmica de transportes já tão arcaica. Então, sim, somos a favor que os prefeitos tenham mais poderes pois isso pode ajudar no campo das bikes. Para finalizar, adoramos a propaganda do Chevrolet Cruze que foca na transformação das cidades em espaços mais humanos. Esse comercial é um respiro de esperança que aponta para ventos bem mais promissores do que estes que vêm balançando nossos humores.