Plano Estratégico do Rio de Janeiro

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Um dos grandes benefícios de uma ciclovia é ajudar o comércio local, as lojinhas, as galerias, enfim toda uma gama de pequenos estabelecimentos que a pessoa de carro não vê, não tem como parar e não compra. As ciclovias também servem para melhorar o aproveitamento do tempo e da agilidade. Mas para isso elas têm que estar conectadas em rede.

Captura de Tela 2017-08-08 às 01.07.27E é aí que reside a importância fulcral de um plano diretor cicloviário para a cidade. Uma série de metas que viabilize de forma inteligente o transporte por bicicleta na cidade. E é por isso que o anúncio de que o Rio ganhará um Plano Diretor Cicloviário até 2020 deve ser recebido com aplausos (mas também algumas ressalvas).

Clarisse Linke, diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP) ficou feliz com a iniciativa, mas destaca que projetos que vinham sendo discutidos na gestão anterior, não devem ser esquecidos como o da ciclovia Saens Peña – Praça XV.  Se formos observar de uma forma global, o Rio cresceu muito em termos de abertura à bicicleta como meio de transporte.

Em 2009 tínhamos 150 quilômetros de ciclovia. Agora temos 450. É um salto considerável. No entanto, algumas coisas ainda precisam ser observadas. As ciclovias no Rio ainda atendem a uma demanda turística, ou seja, muito foco na orla, pouco interesse em conectar pontos diversos da cidade. Então, a conectividade ainda deixa a desejar.

Outro ponto é a própria infraestrutura. Incidentes como os que aconteceram na ciclovia Tim Maia nos mostram que tem muita coisa a ser revista ainda. E também falta integração com outros modais. A oferta de bicicletários em estações de trem, metrô e BRT é escassa e há restrições em relação ao embarque com bikes nesses modais.