O mapa como uma forma de tornar o turismo mais sustentável

Palomar-CrumpledCity01_main-1200x744Todo mundo já foi turista pelo menos uma vez. Para ser turista, você não precisa visitar os lugares mais exóticos do globo, escalar montanhas ultra íngremes, mochilar por um país eslavo… Ser turista significa simplesmente dar um giro, inclusive etimologicamente. E para dar um giro, você não precisa sair do seu habitat natural.  Você é turista da sua própria cidade. Você consome ela, usufrui dela, passeia nela. Assim como os demais visitantes de outros locais.

No entanto, por mais natural que seja fazer turismo, frequentemente ele também é responsável pelo degredo do lugar onde é praticado. Turistas são cidadãos temporários (ou seja, maior volume demográfico) circulando pelas ruas de uma cidade, usando seu espaço, superpopulando-o. O turismo é, em alguns termos, um aumento da população “útil” de uma cidade – sem às vezes haver estrutura para tal.

Nesse sentido, é de suma importância a criação (e disseminação) de ferramentas que façam com que o usuário da cidade (comum ou de outro local) tenha uma relação mais harmônica e informada com ela. Cumprem esse papel os mapas e cartilhas presentes em qualquer cidade. Eles informam ao visitante aonde ir, o que fazer (ou não), roteiros a percorrer. Frequentemente, eles fazem o link entre o que é genuíno e típico daquele local (monumentos históricos, praças, museus, belezas naturais etc) e sua rede comercial (mais global, fácil de encontrar em outros lugares etc).

É comum que o viajante queira viver experiências peculiares, ir a locais não possíveis em sua cidade de origem, mas também quer se sentir em casa, comer na mesma rede de restaurantes que come em seu lar. Tudo isso é possível no mundo do turismo, tudo isso o turismo pode oferecer. Só que precisa ser feito de uma forma responsável. E para isso, conta-se com uma série de mecanismos de informação para tornar essa experiência mais sustentável.