O ELEFANTE É MAIS EMBAIXO

As ciclovias do Haddad já geraram todo tipo reação contrária por parte de diversas frentes. Donos de carros, transeuntes, comerciantes e, principalmente, pessoas desinformadas engrossaram esse caldo.

Até uma liminar do TJ (suspensa em março) resolveu barrar esse processo em São Paulo, alegando que houve falta de estudo de impactos para a implantação das faixas exclusivas.

Bom, se esse elefante incomoda muita gente, os elefantes estrangeiros incomodam muito mais. Uma breve observação do gráfico (abaixo) apresentado pela Revista Bicicleta nos dá essa ideia:

grafico-ciclovias

A verdade é que as pessoas precisam abrir a cabeça para esse tipo de movimento. A ciclo-quilometragem, que atualmente parece ser o que mais irrita as pessoas, nem é de fato o cerne da questão. Muito mais do que a extensão quantitativa da malha cicloviária, deve-se buscar sua expressão qualitativa. Não adianta ter ciclovia apenas na praia, como no Rio de Janeiro. A ciclovia tem que levar você até o seu trabalho, até o centro da cidade, etc. A ciclovia tem que ser orgânica e essencialmente urbana.

A luta contra os números esconde a luta a favor da implantação de uma malha cicloviária verdadeiramente significativa. Ou seja, o elefante é muito mais embaixo.