MENOS TAXAS, MAIS FAIXAS

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Fonte: Facebook Bicicletada/Massa Crítica – Menos Impostos!

Na última sexta-feira (25) aconteceu a famosa Bicicletada em São Paulo, movimento da Massa Crítica que tem por objetivo lutar por melhores condições de mobilidade nas cidades do mundo.

A pauta girava em torno de uma questão antiga: os impostos cobrados sobre a bicicleta são muito altos. Proporcionalmente falando, são maiores até do que os impostos sobre os carros. Apesar do custo de manter um carro ser muito maior do que de uma bike. Uma carga administrativa tão alta em cima das magrelas não é inteligente, pois onera excessivamente um meio de transporte limpo, sustentável e saudável. Certamente, falta planejamento do governo para taxar de forma mais inteligente diferentes módulos de transporte.

Enquanto isso, diferentes países do mundo, como Inglaterra e França já têm projetos avançados que recompensam por meio de isenção e benefícios fiscais os cidadãos que vão de bicicleta para o trabalho.

Estas iniciativas pró-bike ao redor do mundo só demonstram a força e a importância que do ciclismo urbano.  Uma opção viável e barata de transporte sustentável e ecológico. A bicicleta pode não salvar o mundo, mas pode transforma-lo  em um lugar melhor.

Investir num meio de transporte que não polui é economizar em saúde, o que é um ótimo negócio para o Estado. Tanto isso é verdade que a França investe no ciclismo da mesma forma que investiu na popularização do automobilismo, com os mesmos benefícios fiscais e mídia.

As evidências estão na cara. Só não percebe quem não quer ver. O Brasil não pode ficar para trás nesta tendência. O ciclismo já está acontecendo no Rio, principalmente, mas o movimento da bike é geral em todo o Brasil. O que falta são iniciativas como estas, por aqui. Imaginem empresas recebendo do governo incentivos fiscais para estimularem o uso do ciclismo pelos seus funcionários, isto sim faria a diferença!

No Brasil, um projeto de lei parecido foi sancionado por Haddad, mas a transição para a gestão Doria faz-nos pensar se essa lei continuará tendo visibilidade. Aliás, essa é uma crítica a ser feita às políticas para bicicletas no nosso país. Em geral, elas têm abrangência municipal, o que é muito frágil porque novas gestões acabam varrendo essas iniciativas para bem longe. O Brasil precisa de um Projeto Nacional para a bicicleta.

Os brasileiros querem isso e já é tempo disto acontecer. Não podemos perder tempo, a hora é esta. Se a iniciativa pública vacila nesse quesito, a privada tem várias ideias que sacodem essa inércia. Experimentos como o da startup Bike da Firma que permite que empresas premiem seus funcionários que vão de magrela pro serviço.