Brasileiro pedala porque é cool

velocity2017-03

Estive acompanhando a thread de comentários de uma página que falava do Velo City 2017, que teve lugar na Holanda. Uma das interações me chamou a atenção. Tratava-se de um americano elogiando o protagonismo holandês na questão bicicleta e infraestrutura. O internauta falava sobre como essa questão ainda estava engatinhando em sua cidade nos EUA. Ele admitia que não era por falta de verba que esse tipo de manobra não dava certo lá na América do Norte.

Sim, pensando logicamente, a maior potência do mundo não deveria ter problemas em tornar a bike um meio de transporte autêntico e legitimizado. Ora, a Holanda tem todo um histórico com a magrela. No início do século passado, vários foram os protestos exigindo a diminuição do fluxo de carros, pois esses estavam matando as crianças holandesas. A opção mais sensata para aquele povo foi a bicicleta, fato esse agora reconhecido mundialmente por vários pensadores da cidade.

Ou seja, qualquer movimento em direção à bicicleta é essencialmente um movimento cultural. Os EUA não têm a bike como seu xodó porque isso não está na cultura deles. Por lá, eles cultuam muito mais o fried chicken. O Brasil vive algo parecido. Nada é feito para o bem das bicicletas porque nossos governantes não enxergam de fato a necessidade.

Isso não é um valor para a nossa população. Parece mais um costume gringo muito cool de se imitar. Então a gente põe ciclovia na orla ou na Paulista justamente para gringo ver. Mas a gente não entende a real importância de se fazer isso. E com isso, qualquer reivindicação fica meio fajuta e meio fadada ao insucesso. A solução para isso é tão complexa quanto simples: educação.